O trauma documentado
Primeiro, veio a chuva. Depois, a fúria dos rios, que violou domicílios e estabelecimentos. Uma enchente de 22 dias quebrou a rotina da cidade de forma violenta, espalhando pânico e desespero. Cerca de 70 mil pessoas deixaram suas casas. Muitas tiveram que recomeçar do zero. Mais de 600 empresas demoraram meses para reabrir. Muitas não conseguiram. Este livro em forma de álbum tem o objetivo de mostrar o que aconteceu durante os meses de abril e maio de 1941, quando Porto Alegre viveu a maior catástrofe de sua história.
As imagens expõem o trauma e as impressionantes modificações que a cidade sofreu naqueles dias. O trauma documentado. A forma que encontramos para relatar esta tragédia foi buscar nos arquivos existentes – felizmente, bem guardados por seus responsáveis – a documentação fotográfica daqueles dias em que o Guaíba se voltou contra a cidade.
Este álbum é uma homenagem a Sioma Braitman, João Alberto Fonseca da Silva, Carlos Contursi, Décio Kraemer, Lauro Porto, Santos Vidarte e tantos outros fotógrafos profissionais e amadores que navegaram pelas ruas e deixaram impressas a dimensão da tragédia.
Apresentação do autor Rafael Guimarães
“A enchente de 41” é uma publicação da Editora Libretos, com financiamento do Fumproarte, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.
Mais informações no site: www.libretos.com.br